VISITAS

domingo, 30 de setembro de 2012

Reportagem do telejornal Bom Dia Rio 18/4/12, da Rede Globo, sobre a importância da leitura. Galeno Amorim, presidente da FBN, é um dos entrevistados da matéria.


link do video: http://www.youtube.com/watch?v=8uqSpdeBURU&feature=share&list=UUgAxog4Io0JxwV158VK7HxQ

Inaugurada há quatro anos, Biblioteca Nacional de Brasília ainda não permite consulta em acervo

Prédio foi inaugurado sem acervo. Abertura deve acontecer ainda neste ano

 Inaugurada há quatro anos, a Biblioteca Nacional de Brasília ainda não permite a consulta e nem o empréstimo de livros. Apesar de ter sido oficialmente aberta em 2008, ela não tinha, inicialmente, acervo para atender ao público. Hoje a instituição tem cerca de 20.000 livros doados catalogados e a previsão é de que as consultas e empréstimos sejam iniciados até o fim deste ano.

O diretor da biblioteca, Yuri Guimarães, afirma que os livros, além de não serem suficientes, não atendiam às especificidades de seu público.

– É preciso ter um acervo com padrão de qualidade de uma biblioteca nacional, o que não tínhamos.
Hoje, segundo o diretor, a previsão é que os livros sejam disponibilizados ao público até o fim desse ano.


A biblioteca já possui um sistema de informática necessário para prestar os serviços de consulta e empréstimo de material. O equipamento de segurança básico já foi adquirido. O local possui câmeras na área aberta ao público e no estacionamento. Quando a consulta do acervo for liberada, a intenção é que sejam implementadas revistas nos visitantes para garantir a segurança.

Desde a abertura até o primeiro semestre deste ano, a biblioteca recebeu cerca de 70 mil títulos doados. Destes, só uma parte é adequada para o acervo, como conta Yuri Guimarães. Por isso, foi necessário doar 17 mil títulos. Os livros que não são adequados ao acervos são encaminhados para outras instituições, explica Yuri Guimarães.

— Nosso acervo possui especificidades. Em vez de descartarmos os livros, tentamos doar para outras bibliotecas.

Na biblioteca, atualmente, há 20.218 obras já catalogadas. A diretoria explica que, quando um livro chega até lá, é preciso analisar se o título serve para o acervo. Quando os livors são considerados inadequados para o acervo, são doados.  Eles também passam por um processo de higienização. Quando as páginas estão com mofo ou traças, o objeto é descartado.

O acervo poderia ser turbinado com a compra de novos livros, mas isso não está previsto, pelo menos, para este ano, de acordo com a Secretaria de Estado de Cultura. A verba prevista no Orçamento do DF para a Biblioteca Nacional se destina apenas ao seu funcionamento, para despesas como manutenção e pagamento de funcionários.


Espaço emprestado


Mesmo sem acervo disponível, a biblioteca serve de espaço para empréstimos. Os livros que são emprestados, porém, fazem parte do projeto Mala do Livro, comandado pela Secretaria de Cultura.  O espaço, portanto, é usado pelo projeto, que funciona como uma biblioteca itinerante.
O posto do Mala do Livro foi montado este ano, e os livros pertencem ao projeto e não à biblioteca. Neste ano, foram realizados 1.803 empréstimos de títulos do projeto.


Outros usos


Sem consultas aos livros, o prédio da Biblioteca Nacional é usado para visitas e eventos. Turistas e estudantes ajudam a engrossar o número de visitantes, que neste ano passou dos 72 mil. Além das visitas, parte do público que vai até lá pode utilizar os 51 computadores com internet disponíveis ao público.

Eventos, como o projeto Projeto Musical BNB Convida foram realizados na biblioteca. A última edição foi realizada em 2011, mas, segundo a direção, ele deve ser retomado, ainda sem data definida. Antes, mostras de objetos de arte e sarais de poesia passaram pelas salas da Nacional.


Biblioteca Nacional do Rio


Segundo o diretor da Biblioteca nacional de Brasília, a inteção é ter acervo dicom a excelência e qualidadedas grandes deste tipo. Um exemplo é a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, que fica na capital fluminense. Ela foi fundada em 1808 com acervo trazido para o Brasil, de sessenta mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, estampas, moedas e medalhas. Hoje, o acervo conte com 8 milhões de itens.


FOTOS






 A biblioteca possui revistas para consulta, que fica dentro do espaço onde ficam os computadores para acesso público



 Mesmo sem acervo disponível, a biblioteca serve de espaço para empréstimos. Os livros que são emprestados, porém, fazem parte do projeto Mala do Livro, comandado pela Secretaria de Cultura




O espaço infantil possui computadores e espaço para consulta de material
Fonte:  http://noticias.r7.com/distrito-federal/noticias/inaugurada-ha-quatro-anos-biblioteca-nacional-de-brasilia-ainda-nao-permite-consulta-em-acervo-20120929.html?s_cid=inaugurada-ha-quatro-anos-biblioteca-nacional-de-brasilia-ainda-nao-permite-consulta-em-acervo-20120929_noticias_distrito-federal_twitter

sábado, 29 de setembro de 2012


Biblioteca Arthur Vianna tem projeto para deficientes visuais

Espaço tem computador com programas que narram livros digitais.
Acervo conta com mil títulos em braile e outros cinco mil livros digitalizados.
SUGESTÕES DE BLOGS E SITES DA ÁREA BIBLIOTECONOMICA

TRECHO DO LIVRO "A REFORMA DA NATUREZA"

LIVRO COMESTIVEL

MONTEIRO LOBATO



- [...] Que acha que devemos fazer para a reforma dos livros? 
A Rãzinha pensou, pensou e não se lembrou de nada.

- Não sei. Parecem-me bem como estão.

- Pois eu tenho uma idéia muito boa – disse Emília. – Fazer o livro comestível.

- Que história é essa?

- Muito simples. Em vez de impressos em papel de madeira, que só é comestível para o caruncho, eu farei os livros impressos em um papel fabricado de trigo e muito bem temperado. A tinta será estudada pelos químicos – uma tinta que não faça mal para o estômago. O leitor vai lendo o livro e comendo as folhas; lê uma, rasga-a e come. Quando chega ao fim da leitura, está almoçado ou jantado. Que tal?

A rãzinha gostou tanto da idéia que até lambeu os beiços.
- Ótimo, Emília! Isto é mais que uma idéia-mãe. E cada capítulo do livro será feito com papel de um certo gosto. As primeiras páginas terão gosto de sopa; as seguintes terão gosto de salada, de assado, de arroz, de tutu de feijão com torresmos. As últimas serão as da sobremesa – gosto de manjar-branco, de pudim de laranja, de doce de batata.
- E as folhas do índice – disse Emília – terão gosto de café, serão o cafezinho final do leitor. Dizem que o livro é o pão do espírito. Por que não ser também pão do corpo? As vantagens seriam imensas. Poderiam ser vendidos nas padarias e confeitarias, ou entregues de manhã pelas carrocinhas, juntamente com o pão e o leite.
- Nem precisaria mais pão, Emília! O velho pão viraria livro. O Livro-Pão, o Pão-Livro! Quem souber ler lê o livro e depois come; quem não souber ler come-o só, sem ler. Desse modo o livro pode ter entrada em todas as casas, seja dos sábios, seja dos analfabetos. Otimíssima idéia, Emília!
- Sim – disse esta muito satisfeita com o entusiasmo da Rã. – Porque, afinal de contas, isso de fazer os livros só comíveis para o caruncho é bobagem – podemos fazê-los comestíveis para nós também.
- E quem essa idéia a você, Emília?
- Foi o raciocínio. O livro existe para ser lido, não é? Mas depois que o lemos e ficamos com toda a história na cabeça, o livro se torna uma inutilidade na casa. Ora, tornando-se comestível, diminuímos uma inutilidade.
- E quando a gente quiser reler um livro?
- Compra outro, do mesmo modo que compramos outro pão todos os dias.
A idéia, depois de discutida em todos os seus aspectos, foi aprovada, e Emília reformou toda a biblioteca de Dona Benta. Fez um papel gostosíssimo e de muito fácil digestão, com sabor e cheiro bastante variados, de modo que todos os paladares se satisfizessem. Só não reformou os dicionários e outros livros de consulta. Emília pensava em tudo.” (p.37-38).
  
(FONTE: LOBATO, Monteiro. A reforma da natureza. São Paulo: Globo, 2008. 72p.)


FEIRA DE TROCA!!!





terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ex-morador de rua monta biblioteca móvel para a população carente.

 Robson Mendonça morou na rua durante seis anos. Como todo desabrigado, foi muito maltratado pela vida. E não era só a fome e o frio que incomodavam. Na rua, ele foi obrigado a largar um dos seus hábitos prediletos, a leitura.
A falta de um endereço fixo e o preconceito tornaram quase impossível o acesso à cultura, direito garantido pela constituição.
Mas Robson conseguiu dar a volta por cima. E assumiu uma missão: garantir acesso à leitura para os moradores de rua. Assim nasceu a bicicloteca.

Link do video >>>>>>>>>>> http://youtu.be/ZHOJmWmWrMo

segunda-feira, 24 de setembro de 2012



 O TÉCNICO, A BIBLIOTECA E O USUÁRIO DE BIBLIOTECA

 

O técnico em biblioteconomia é uma profissão da área da ciência da informação onde sua função é auxiliar o profissional bibliotecário nas suas atividades, ser responsável total por outras atividades técnicas internas inerentes a profissão e ao setor biblioteca sempre que necessário.  O auxiliar é qualquer pessoa com curso técnico em biblioteconomia efetivamente concluído, que pode variar num período de um ano e meio a dois anos e meio.

O auxiliar é extremamente necessário ao mercado de trabalho tendo em vista o n° e variedade de bibliotecários, são profissionais capacitados bem como o numero de bibliotecários formados, no RS existem aproximadamente 2500 bibliotecas segundo dados do CRB10 (2012) e o numero de técnicos não chega a 500 de acordo com pesquisa informacional nas escolas técnicas e o numero de bibliotecários escolares não chega a mais de 3000 no RS.
É uma equação matemática difícil ainda de resolver.

BIBLIOTECA

“Biblioteca é uma organização que deve se beneficiar das mudanças e avanços tecnológicos”  (SILVA,2008,p.29)
“Organização” = “Serviços de automatização dos catálogos¹” = “empréstimo automatizado²” = “controle com código de barras ou chips”
¹= Busca através de softwares especiais nos catálogos das obras OU busca através de outros softwares dos catálogos (lista dos livros no Office)
²= Pode ser softwares simples (Office) ou próprio de biblioteca.

TECNOLOGIAS A FAVOR DO USUARIO DE BIBLIOTECA

- Micros para pesquisa (ilhas de pesquisa)
- Scanner
- Maquina multifuncional
- Ambiental: ar condicionado, ventiladores..
- Possibilidade de uso do notebook
- Wireless
- Software de uso do usuário (software de acessibilidade)
- E-books e seus programas leitores e-readores.

domingo, 23 de setembro de 2012

TÉCNICO EM BIBLIOTECA NÃO!!!

Colegas técnicos, estudantes, professores e demais interessados:
Confirmado nosso encontro!
Marquem em suas agendas!

II Biblioencontro de Alunos e Técnicos em Biblioteconomia
Data: 24 de setembro de 2012 (segunda-feira)
Local: Auditório do IFRS-Campus Porto Alegre, 9º andar. Rua Cel. Vicente, 281 | Bairro Centro | Porto Alegre/RS
Horário: 9h





Compareçam! Divulguem!
Chegou a hora de discutirmos os rumos da nossa profissão!

FONTE:  https://www.facebook.com/TecnicoEmBibliotecaNao

FOTOS DE LIVROS ESPECIAIS

LIVROS EM BRAILE



Saiba como são produzidos os livros em Braile 

A acessibilidade é uma preocupação constante para a maioria das empresas, e isso não é diferente no mercado editorial. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), por exemplo, possui parcerias com o Instituto Benjamin Constant (IBC), com o Ministério da Educação (MEC) e com a Fundação Dorina Nowill para Cegos (FDNC), para a transcrição e adaptação dos títulos.

“Todos os materiais podem ser transcritos e adaptados para o braille, destacando-se obras para o processo de alfabetização até o ensino fundamental, materiais didáticos e livros infantis”, destaca Roberto Gallo, gerente editorial e da gráfica FDNC — que produz em média 300 títulos em braille por ano.

Processo de produção de obras em braille 


De acordo com Gallo, existem dois processos para a adaptação das obras para o braille:

  Produção eletrônica para tiragens de até 20 exemplares: nesse caso, é realizada a digitalização do arquivo e a transcrição da obra. Em seguida, é feita a impressão das provas, que são revisadas por cegos e não-cegos — o processo é feito em dupla, enquanto o deficiente visual lê o livro em braille, a outra pessoa vai lendo a obra impressa em tinta e os dois vão confrontando as versões. Por último, há a impressão final no papel e o acabamento.


A revisão de livros em braille é feita em
dupla, com cegos e não-cegos.
 
  Produção gráfica para tiragens de média e larga escala: o processo começa da mesma maneira que no formato eletrônico — são feitas a digitalização do arquivo, a transcrição, a impressão provas e a revisão. Depois, é realizada uma impressão de chapas de alumínio ou arame, que são preparadas internamente, isto é, cortadas, dobradas e furadas de acordo com o formato possível para as impressoras de chapas (PUMA VI / PED-30). Em seguida, o material passa pelos processos de revisão, impressão gráfica (tipográfica), paginação, montagem e acabamento.





A chapas de alumínio ou arame são cortadas,
dobradas e furadas de acordo com o formato
para as impressoras PUMA VI e PED-30.
 
 “A produção de obras que contêm apenas textos dura aproximadamente uma semana. Já os livros didáticos ou materiais de grande complexidade podem levar de 20 dias a quatro meses para ficarem prontos”, afirma Gallo.

Materiais para livros em Braille
Segundo o gerente editorial e da gráfica FDNC, os tipos de papel mais empregados na produção de livros em braille são: formulário contínuo 120 g/m² e papel off-set 180 g/m², para a capa. “Os tipos de papéis mais utilizados — até mesmo pela questão do custo-benefício — é o off-set 120 g/m² (espessura mínima para impressão braille). Entretanto, ele também pode ser feito em couché 150 g/m², reciclado ou qualquer outro papel que desejar”, explica Gallo.

Como acabamento, podem ser utilizados espirais e capas de PVC. Já com relação às impressoras, o gerente conta que há alguns tipos mais usados. “Utilizamos as impressoras como a Juliet’s, Impacto Texto e Heidelbergs convencionais adaptadas para impressão braille. Já para a impressão das chapas, utilizamos a PUMA VI ou PED-30”, relata.




Biblioteca Inclusiva atende a portadores de necessidades especiais


Com o objetivo de propiciar a prática da leitura com atividades lúdico-pedagógicas, tendo como princípio a inclusão social, foi criada no dia 10 de junho de 2006 a Biblioteca Inclusiva, um projeto idealizado pela professora Etevan Amoêdo Corrêa, especialista em deficiência visual, para oferecer maior apoio pedagógico a alunos das redes pública e privada de ensino. O projeto foi exposto na terça-feira (06), no estande da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), na XV Feira Pan-Amazônica do Livro.

Etevan Amoêdo contou que, desde o projeto inicial, teve o apoio de amigos educadores da Seduc, em especial os da Coordenação de Educação Especial (Coes), para desenvolver diversos trabalhos. Atualmente, a biblioteca atende a milhares de alunos das mais diversas instituições, dos ensinos Fundamental e Médio, e de nível superior, com enfoque na educação especial. “Sentíamos a necessidade de atender alunos especiais, oferecendo ferramentas para que pudessem se sentir parte do processo de aprendizado, interagindo com o mundo”, explicou a professora.

Funcionando no Centro Integrado de Inclusão e Cidadania (CIIC), a Biblioteca Inclusiva dispõe de variado acervo voltado às pessoas com deficiência, como livros em braile e outros instrumentos que facilitam o acesso, além de serviços como acolhimento psicossocial, intermediação de mão de obra, serviço de saúde bucal, infocentro e brinquedoteca, oferecidos em parceria com as secretarias de Estado de Assistência Social ( Seas), de Saúde Pública (Sespa), de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e de Trabalho, Emprego e Renda (Seter), o Conselho dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CEDPD) e Empresa de Processamento de Dados do Pará (Prodepa).

Com ações programadas para todo o período letivo, a Biblioteca incentiva a participaão de escolas em suas programações, realizadas em diversos espaços, como a Estação das Docas, a Casa das 11 Janelas e o Centur, oferecendo aos alunos atividades lúdicas - teatro de fantoches, desenho, pintura, leitura etc.

Atualmente, o grande público da Biblioteca está nas escolas da rede estadual e nos centros especializados em educação especial, cujas escolas atendem a aproximadamente 12 mil alunos em todo o Estado, portadores de deficiências visual, motora, intelectual, auditiva e múltiplas.

Parceria - Sempre em busca de melhorias para os portadores de necessidades especiais foi firmada uma parceria com o Centro Interdisciplinar de Equoterapia (Cieq- Belém), com objetivo de trabalhar a reabilitação e a inclusão social de pessoas com necessidades especiais. O programa de equoterapia da Polícia Militar do Pará iniciou em julho de 1993 e já atendeu a um grande número de pessoas, e tem reconhecimento nacional. É um método que utiliza o cavalo em uma abordagem multidisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiências.

Segundo o tenente-coronel da Polícia Militar Cláudio Polaro, o trabalho já trouxe inúmeros benefícios. “Vimos pessoas voltarem a andar com este tratamento. Na rede pública estadual temos, como exemplo, um aluno que não andava e hoje é atleta e faz parte da equipe Paraolímpica do Núcleo de Esporte e Lazer (Nel)”, informou.

Serviços: A Biblioteca Inclusiva é aberta ao público de segunda à sexta-feira, das 09 às 14h, no CIIC, na Avenida Almirante Barroso, 1765. Contatos: 3276-6161/3276-2903.

O Cieq funciona de segunda à sexta-feira, das 7h30 às 13h, na Rodovia Transmangueirão, KM-01, ao lado do CPC Renato Chaves.

Ascom/Seduc


sábado, 22 de setembro de 2012

DICA DE VIDEO NO YOUTUBE


PARTE I - ESCOLA ANÍSIO TEIXEIRA

Relato de uma experiência de trabalho integrado entre a biblioteca da escola e a sala de aula .


"No plano pedagógico da escola a única coisa que a gente fez questão de acrescentar foi a gratuidade do empréstimo: sem multas, sem exigências de doações. Porque isso? Porque mesmo em escolas públicas --qualquer biblioteca na verdade -- o bibliotecário tem preocupação com o retorno do livro. E esse tipo de preocupação na verdade é um tiro no pé. Então, nós fizemos questão, dada a nossa clientela, de fazer com que o empréstimo fosse dessa maneira: gratuito, sem multas e sem exigência de qualquer tipo de doação para se associar. [...] eu acho muito difícil que isso aconteça: que se junte uma quantia suficiente para comprar livros. Pelo contrário - eu tenho isso por experiência- afasta o leitor. E eu só percebi isso porque no início a gente cometeu esse erro. E foi abolido quando uma criança me fez pensar sobre isso; porque ela não devolveu o livro porque não o tinha dinheiro para pagar a multa [...]" (Claudia Oberrather -- Bibliotecária)

"[..] o olhar para aquele que ainda não é: aquele que não é leitor, aquele que não pode, aquele que não dá. Pois, é aquele que tu vai lá ...e é nele que tu pode descobrir um repertório de leitura fantástico; desde que tu bote o olho nele. " [..] (Ana Zatt -- Professora de Língua Portuguesa)

"Vocês têm que exercer uma atração positivamente fatal sobre o aluno. Vocês tem que fazer um assédio literário..." (Profª Leda Teixeira)

" [...] nós, com a parceria da professora Ana, criamos bibliotecas nas salas de aulas e estamos registrando esses livros num programa do computador [...] também vamos começar uma oficina de restauração dos livros. Procuramos envolver eles nessas práticas. Eles não são só leitores, eles fazem parte do processamento técnico da biblioteca, eles são monitores. Isso tudo de certa forma trouxe eles para dentro da biblioteca e eles lêem mais por causa disso [...] Camila Bitencourt (professora do Mais Educação e Técnica em Biblioteconomia)

Saiba mais sobre a escola Anísio Teixeira...

http://emefanisioteixeirapoa.blogspot.com/2011/09/desafios-do-dia-25032011.html
http://maiseducanisio.blogspot.com/

PARTE II -- REVISTA BEM LEGAL

Ana Maria Welp - Professora de departamento de Línguas Modernas do Instituto de Letras da UFRGS apresenta a Revista Bem Legal, idealizada por alunos e professores do Instituto de Letras.

"A Bem Legal é uma revista eletrônica para a divulgação de ações e iniciativas bem-sucedidas em projetos de ensino e aprendizagem de língua. Com periodicidade semestral, a publicação é um fórum para a troca de ideias e reflexões entre professores de línguas e demais agentes da educação linguística."

Saiba mais em : http://paginas.ufrgs.br/revistabemlegal


Imagens do video: Fabíola Stein

 Cons. Fed. de Biblioteconomia tentou excluir Curso Téc. em Biblioteconomia do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos


Aí está a resposta que obtivemos:

Prezado(a) Senhor(a),

Seu pedido de acesso à informação foi analisado e teve resposta na data de 28/08/2012, cujo teor segue transcrito abaixo.

Dados do pedido

Protocolo: 23480.016099/2012-53

Solicitante: MARIO SERGIO LEANDRO

Prazo de Atendimento: 28/08/2012 23:59:59

Tipo de resposta: Correspondência eletrônica (e-mail)

Descrição da solicitação: Gostaria de solicitar os trâmites da troca de nome do Curso Técnico em Biblioteconomia para Curso Técnico em Bibliotecas, ocorrido no mês de junho/2012. Assim como uma cópia do pedido de exclusão do Curso Técnico em Biblioteconomia do Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, emitido pelo Conselho Federal de Biblioteconomia.

Resposta:

Anexo: pedimos que verifique os arquivos anexados a esta mensagem.

Importante: no caso de indeferimento de acesso a informação, poderá ser interposto recurso através do sistema no prazo de 10 (dez) dias, conforme disposto no parágrafo único do art. 15 da Lei nº 12.527/2011.

Visite o sítio  para obter maiores informações.

O conteúdo:
"Em 2010, recebemos via sistema (Protocolo nº CN4CE102/2010 – em anexo), a solicitação de exclusão do curso Técnico em Biblioteconomia do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, sob a argumentação de que “A proposta de curso técnico em Biblioteconomia está dissonante com o nível escolar exigido, considerando que a profissão de Bibliotecário é de nível superior e regulamentada pela Lei 4084/62, bem como pelo Decreto 56725/65. Dada a realidade vigente em que não há profissionais bibliotecários em número suficiente na rede de ensino pública, os egressos do curso proposto estariam em exercício ilegal da profissão, passíveis de fiscalização e autuação, assim como demais penalidades consequentes. Ainda, que o curso poderá ser questionado judicialmente.”    Esta demanda foi colocada em discussão na reunião temática de comissão de especialistas convocado pela Diretoria de Políticas da SETEC/MEC, que discutiram as propostas de alteração do CNCT – eixo Apoio Educacional – nos dias 26 e 27/10/2011. Naquela oportunidade os participantes do grupo emitiram o seguinte parecer:  • Técnico em Biblioteconomia (EXCLUSÃO)    O grupo temático considera que o curso proposto é importante e sugere uma reunião com o Conselho Federal de Biblioteconomia para discussão do Assunto. Propõe também uma mudança na nomenclatura para Técnico em Biblioteca.      A seguir, em reunião nos dias 1º e 2/12/2012, a Comissão Executiva Nacional de Avaliação do Catálogo Técnico, diante da necessidade de oferecer uma resposta às demandas recebidas pelo MEC desde 2009 e considerando a proximidade do final do ano, o que não deixou prazo suficiente para o agendamento da reunião com o CFB, decidiu acompanhar a recomendação do grupo temático e alterar a nomenclatura do curso Técnico em Biblioteconomia para Técnico em Biblioteca, de forma a preservar a continuidade desta oferta. Esta decisão foi acatada pela SETEC e encaminhada ao Conselho Nacional de Educação, que emitiu o Parecer nº 03/2012 e a Resolução nº 04/2012, atualizando o Catálogo de Cursos Técnicos com essa alteração.

Agradecemos o contato!"

Tirem suas próprias conclusões.

Eu já tirei as minhas...

FONTE: BLOG BIBLIOTECANDO POR AI http://bibliotecandoporai.blogspot.com.br/2012/08/cons-fed-de-biblioteconomia-tentou.html

TÉCNICO EM BIBLIOTECA NÃO!!!

 

Acessem o site para reverter a mudança do nome da nossa profissão junto ao MEC: http://catalogosept.mec.gov.br/inicial/tela-inicial

Descrição
O mês de setembro será crucial para todos os Técnicos em Biblioteconomia, formados ou não, matri
culados ou não, pois nesse mês o Catálogo Nacional de Cursos Técnicos do Ministério da Educação (MEC) recebe propostas de ajuste e atualização. Acessem o site do MEC e registrem seus argumentos para reverter a mudança do nome da nossa profissão: http://catalogosept.mec.gov.br/inicial/tela-inicial

A reg
ulamentação da profissão é mais uma luta. Temos meios legais, direitos e argumentos. Agora precisamos de articulação e de argumentação junto ao Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) para que nos vejam como parceiros e não como concorrentes no mercado de trabalho. A tentativa de exclusão da nossa profissão realizada por este Conselho junto ao MEC em 2010 não se justifica. Contamos com o apoio de todos profissionais, de todos estudantes, dos empregadores, professores, Instituições de Ensino Técnico e Bibliotecários. Chegou a nossa hora!

Entenda como tudo começou... com a curiosidade de um Técnico em Biblioteconomia e o Serviço de Informação ao Cidadão do MEC.
http://bibliotecandoporai.blogspot.com.br/2012/08/cons-fed-de-biblioteconomia-tentou.html

Sobre a Lei de Acesso à Informação:
http://www.cgu.gov.br/acessoainformacaogov/

Resolução CNE/CEB n° 4 de 6 de junho e 2012 definindo a nova versão do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos de nível Médio:
http://pronatec.mec.gov.br/cnct/pdf/resolucao_04.pdf

FONTE: TEXTO E IMAGEM RETIRADO DA PÁGINA TÉCNICO EM BIBLIOTECA NÃO.
 https://www.facebook.com/TecnicoEmBibliotecaNao

Aline Corrêa, funcionária da biblioteca da Unimep, explica como funcionam as regras de empréstimo e devolução de livros da universidade.

 LINK ABAIXO!

A HISTÓRIA DO LIVRO (EM VIDEO)

VALE A PENA ASSISTIR!


quinta-feira, 20 de setembro de 2012


A História do Livro



A história do livro é uma página dedicada  à evolução da escrita desde os primeiros  registros gravados pelo homem até a revolução tecnológica dos dias de hoje. Nossa primeira história é sobre Gutenberg, o homem que popularizou o processo de elaboração dos livros. Veja por quê!





O ano do nascimento é incerto. De sua vida pouco se sabe pois são raros os documentos que contam sua história. Nem poderia mesmo haver um extenso registro escrito sobre um homem que viveu na Idade Média, quando ler e escrever era privilégio de minorias, ainda que ele fosse o responsável por uma invenção que tornou a palavra escrita acessível a todos, ditando assim os caminhos por onde passaria a cultura humana.

Afinal, somente depois que Johannes Gutenberg inventou a prensa tipográfica, as informações e o conhecimento começaram a ser divulgados de forma sistemática.Seu invento permaneceu o mesmo praticamente por quatro séculos. Hoje, ainda que ultrapassado tecnologicamente, sobrevive enquanto idéia, onde houver palavras impressas sobre papel.

Johannes Gensfleisch nasceu entre 1395 e 1400 em Mainz, às margens do Reno, coração da Alemanha. Conhecido por Gutenberg, o sobrenome de sua mãe, era filho de uma família de burgueses, uma classe que despertava na estrutura social da época, prosperando no comércio e nas principais indústrias.

Na Alemanha daqueles tempos de ocaso medieval, a burguesia já ousava contestar o poder dos nobres - e a contestação se dava por disputas armadas. Mas a infância e a adolescência de Gutenberg transcorreram em tempos de trégua e paz.

Por volta de seus 20 anos, porém, novas disputas entre nobres e burgueses o forçaram a deixar a já não tão pacata cidade natal, e o jovem culto e bem-educado foi parar em Estrasburgo, cidade na fronteira franco-alemã, que viria a fazer parte da França. Interessado pelas ciências e as artes, Gutenberg gostava também de pedras preciosas e delas fez seu ofício, tornando-se joalheiro e ourives.

Em 1437, em plena atividade, em Estrasburgo, foi chamado à justiça por uma senhorita de nome Ana Isernen Thur. Motivo: Gutenberg lhe havia prometido casamento e a moça resolveu cobrar a promessa. O ourives não fugiu ao compromisso e casou-se com Ana. Empobrecido, Gutenberg se ocupava da feitura de finas jóias, mas não podia fazer o que adorava: ler e estudar. Os livros confeccionados à mão eram caros demais e Gutenberg não tinha condições de pagar por eles. Naquela época, copiar um livro era um trabalho fenomenal. Levava tanto tempo que só os monges nos conventos podiam passar dias executando essa tarefa - em latim, é claro. Por isso os assuntos das obras eram quase sempre religiosos.

O gênio inventivo, mas carente de recursos, de Gutenberg não se conformava e imaginava um meio de produzir grandes quantidades de livros de forma muito mais rápida, para que qualquer pessoa alfabetizada pudesse ler sobre qualquer assunto. A impressão propriamente dita já existia; ele só teve de usar a cabeça para juntar várias técnicas e criar a imprensa - algo tão simples quanto o ovo em pé de Colombo.

A história da impressão sobre papel começara na China, no final do século II da era cristã.Os chineses sabiam fabricar papel, tinta e usar placas de mármore com o texto entalhado como matriz. Quatro séculos depois, o mármore foi trocado por um material mais fácil de ser trabalhado, o bloco de madeira. Os mais antigos textos impressos que se conhecem são orações budistas. Foram feitos no Japão entre os anos 764 e 770; o primeiro livro propriamente dito de que se tem notícia apareceu na China em 868. O desenvolvimento da escrita deu um novo salto no século XI graças a um alquimista chinês, Pi Cheng, que inventou algo parecido com tipos móveis, letras reutilizáveis, agrupadas para formar textos.

Mas, por alguma razão ignorada, o invento não prosperou e desapareceu junto com seu inventor. Até essa época, a Europa só conhecia da tipografia o papel. No século VII, os chineses começaram a distribuí-lo como mercadoria ao mundo árabe. A técnica de fabricação foi revelada aos árabes por prisioneiros chineses. Daí até o século XIII as usinas de papel proliferam de Bagdá, no atual Iraque, à Espanha, então sob o domínio Mouro. Mas o manual de instruções não veio junto - ou seja, o processo tipográfico permaneceu firmemente guardado em mãos chinesas.

Somente no fim do século XIV se desenvolveram por ali a xilografia, impressão com matriz de madeira, e a metalografia, com matriz de metal. Um rudimento de impressão de textos por xilografia apareceu com um holandês de nome Laurens Coster, mas a qualidade final era tão ruim que a inovação virou letra morta . Tal qual os chineses, a Europa já conhecia no princípio do século XV o papel, a tinta e a matriz. Faltava apenas uma idéia por dizer assim luminosa que juntasse isso tudo num só equipamento.

É quando entra em cena Johannes Gutenberg, o ourives culto e curioso. Ao que consta, as primeiras idéias sobre imprensa lhe ocorreram quando observava um anel com o qual os nobres selavam documentos, neles imprimindo o brasão da família. Esse anel tinha o brasão escavado em metal ou pedra preciosa e deixava uma impressão em alto-relevo sobre o lacre quente. Gutenberg achou que o mesmo princípio serviria para imprimir letras, mas logo viu que o método deveria ser posto de cabeça para baixo: em vez de escavada em um bloco de madeira, a parte que serviria para imprimir deveria ficar em alto-relevo.

Foi assim que ele imprimiu várias imagens de São Cristóvão e, como bom católico, as levou ao bispo de Estrasburgo. O bispo não podia imaginar como o ourives conseguira tantas imagens iguais, já que seus monges levavam muito tempo para desenhar apenas uma. Gutenberg, fazendo segredo de seu invento, saiu da conversa carregado de encomendas de imagens religiosas, solicitadas por sua excelência reverendíssima. Mas seu alvo continuava sendo imprimir uma página inteira. Para tanto obteve do bispo um livro emprestado e entalhou uma página na madeira. Obviamente, as palavras saíram ao contrário, um contratempo que naturalmente não acontecia com imagem dos santos.

Como era apenas uma questão de inverter os termos do problema, ele esculpiu as letras ao contrário na madeira - e deu certo. Gutenberg logo percebeu, porém, que esculpir página por página um livro em placas de madeira era um trabalho descomunal. Pensou então em cunhar as letras separadamente, primeiro em madeira, depois em chumbo  fundido. Inventou uma fôrma que pudesse segurar os tipos juntos para compor uma página. Fabricou ainda tintas e escovas próprias para espalhá-las sobre os tipos. Até aí seu trabalho se equiparava ao dos chineses de séculos atrás. Faltava o pulo-do gato - tornar o processo mecânico, para imprimir mais rápido e com melhor qualidade do que à mão.

Gutenberg desatou o nó: adaptou uma prensa que servia para produzir vinhos. O mecanismo consistia em um suporte fixo e uma parte superior móvel em forma de parafuso. A fôrma com os tipos unidos era colocada sobre o suporte, recebia uma camada de tinta e por cima a folha de papel. A parte superior era depois movida para baixo, pressionando o papel contra os tipos. Estava inventada a impressão tipográfica, uma tecnologia que sobreviveria com poucas modificações até o século XIX. Mas, então, havia muito que deixara de ser apenas um aparato para produzir cópias com rapidez. O invento de Gutenberg fizera desabar sobre uma Europa em mutação social, econômica e religiosa a idéia da difusão do conhecimento. Foi mais lenha na fogueira da efervescência cultural que acabaria por consumir a Idade Média.

A invenção da imprensa, na aurora dessa época também de grandes descobertas foi metade causa, metade efeito do movimento de transformações pelas quais passava o mundo europeu.O continente assistia ao nascimento da burguesia mercantil como ator político, buscando desalojar a aristocracia rural do centro das decisões. No campo das idéias religiosas, eclodia a crise que levaria à Reforma protestante. A disseminação dos protestos de Lutero, na escala que ocorreu, só foi possível graças ao invento daquele outro alemão dado a ourivesaria.  

A curiosidade intelectual já tinha levado à criação das primeiras universidades, no século XII, e apontava agora na direção de se recuperar o conhecimento humano proveniente de qualquer fonte, como as obras dos antigos gregos e romanos, familiares apenas aos doutores da igreja.

A sociedade em que vivia Gutenberg passava por um crescimento populacional comparável ao aumento da produtividade na indústria e no comércio. Na Idade Média descobriu-se a pólvora, o relógio mecânico, aperfeiçoou-se a navegação à vela, que levaria os europeus a novos mundos. A Itália florescia em pleno Renascimento, irradiando a Europa com um desejo de enriquecimento cultural e civilização mais dinâmica. Só faltava colocar todas essas idéias no papel. Foi o que fez Gutenberg. Os livros impressos com sua invenção disseminaram o hábito de ler e escrever e deixaram a cultura ao alcance das novas classes sociais, cujo poderio deitava raízes nas cidades. Como a vida de Johannes Gutenberg passou quase sem registro, a data da invenção da prensa tipográfica é igualmente incerta. Tudo o que se sabe do inventor é o que consta nos documentos comerciais ou judiciários. Mas esses poucos papéis permitiram deduzir que, durante suas pesquisas sobre tipografia em Estrasburgo, ele gastou quase todo o dinheiro antes que chegasse a produzir qualquer coisa que lhe proporcionasse uma renda.

Por volta de 1438, formou uma sociedade com três burgueses da cidade, Andreas Dritzehn, Hans Riffe e Andreas Heilmann. Gutenberg já tinha então construído sua prensa, um segredo que guardava a sete chaves. Começou publicando folhetos e livretos religiosos, mas a morte de Dritzehn naquele mesmo ano lhe trouxe problemas com a justiça. Os irmãos Dritzehn processaram Gutenberg porque queriam herdar o direito de entrar na sociedade, mas perderam a causa. Foi nos documentos deste processo que apareceram os primeiros registros deste invento. A publicação dos livretos religiosos, que Gutenberg vendia como manuscritos, continuou por algum tempo, até que a bancarrota total o levou à cidade natal de Mainz. Provavelmente já estava ali quando imprimiu o Weltgeritch (Juízo do Mundo), um poema alemão anônimo, considerado o mais antigo testemunho da tipografia européia, do qual sobrou apenas uma página.

Em 1448, portanto com cerca de 50 anos, Gutenberg conseguiu o patrocínio de um financiador chamado Johann Fust, a quem confiou o segredo da invenção, para imprimir seu primeiro livro. Fust investiu no trabalho de Gutenberg 800 florins, soma considerável de dinheiro na época. Dois anos depois, mais 800 florins saíram do bolso de Fust para a mão de Gutenberg, mas a conta cobrada foi amarga. Gutenberg trabalhava com o auxílio de Peter Schoffer, um artesão de tipos tão bom quanto ele próprio. Em 1455, como o livro não ficou pronto, Fust cobrou judicialmente a devolução do financiamento. Gutenberg tentou imprimir às pressas as Cartas de Indulgência do papa Nicolau V, de venda rápida, mas não escapou à falência. A oficina de impressão caiu nas mãos de Fust e Schoffer, que por volta de 1456 publicaram o primeiro livro impresso: a chamada Bíblia de 42 linhas, obra de 642 páginas, com tiragem de duzentos exemplares. Tinha esse nome porque cada uma das duas colunas em suas páginas tinha 42 linhas. Saiu sem data nem local ou nome dos impressores.

Era oficialmente a Bíblia de Fust. Mas fazendo justiça ao seu verdadeiro autor foi apelidada de A Bíblia de Gutenberg. Johann Fust e Peter Schoffer, que viria a se tornar seu genro, publicaram um ano depois o primeiro livro com indicação de data, local de edição e impressores, O Saltério Latino, uma versão dos Salmos do Antigo Testamento. Fust parecia ter a noção de que o invento em seu poder era fantástico - ele fazia seus empregados jurar sobre a Bíblia que não revelariam a ninguém os segredos da impressão e mantinha-os sob algo próximo a um cárcere privado. O pobre e densonrado Gutenberg, por sua vez, só escapou da ruína total graças a um funcionário municipal de Mainz, Konrad Humery, que lhe proporcionou os meios de montar outra oficina de impressão.

Não se sabe ao certo se Gutenberg deu continuidade ao seu trabalho. Acredita-se que tenha imprimido ainda o Catholicon do frade, Johannes Balbus, e uma Bíblia de 36 linhas. Mas a autoria da impressão dessas duas obras, principalmente a da Bíblia, é duvidosa, pois são de qualidade inferior à que Gutenberg já alcançara. Em 1462, Gutenberg voltou a Estrasburgo para fugir de novas guerras em Mainz. Três anos depois, ele regressaria à terra natal sob a proteção do arcebispo Adolfo II, que ainda por cima lhe proporcionou uma pensão, garantindo roupas, comida e vinho. Em fevereiro de 1468, com aproximadamente 70 anos, o inventor da prensa tipográfica morreu.

A desavença com Johann Fust quase custara a Gutenberg a paternidade de seu invento. A bíblia de 42 linhas saiu sem créditos e o saltério, que usava a mesma técnica, levava apenas o crédito de Schoffer. A escassa documentação poderia deixar obscuro também esse ponto em sua vida, não fosse o esforço de alguns contemporâneos, como o padre Adam Gelthus, que fez inscrever no túmulo de Gutenberg: " O inventor da arte de imprimir". O próprio neto de Fust e filho de Schoffer, Johannes, eliminou as dúvidas ao escrever na dedicatória de um livro ao imperador Maximiliano, 1505, ter sido a arte da tipografia inventada em Mainz "pelo engenhoso Johannes Gutenberg".

Artigo Extraído da Coluna "Perfil" da Revista Superinteressante

Oficina: Preservação de Acervos Bibliográficos

A Oficina: Preservação de Acervos Bibliográficos, será realizada no dia 25 de setembro de 2012, em Santos, São Paulo.


Mais informações: Clique aqui

Ficha de inscrição: Clique aqui

VII SEMANA DE BIBLIOTECONOMIA DA ECA-USP

A Semana de Biblioteconomia da ECA-USP é um evento realizado anualmente por alunos do Departamento de Biblioteconomia e Documentação, que objetiva promover discussões sobre o curso e áreas relacionadas, além de divulgar novas ideias e formas de atuação para o profissional deste campo de estudo.
Nesta sétima edição, o evento tem como temática “Acesso e democratização da informação”. Questões envolvidas com as políticas de acesso e de democratização da informação em seus âmbitos público e científico; bem como as novas legislações e os impactos para a Ciência da Informação.
E devido à significativa aprovação do formato iniciado nos eventos anteriores, continuaremos a apresentar o biblio.lab – um ciclo de palestras de curta duração feita por graduandos ou graduados – sobre algum assunto ou ideia que acreditam, um projeto que participam ou uma experiência pela qual passaram relacionada à Biblioteconomia ou a proteção da propriedade intelectual.

FONTE/SITE:  http://www.cabieca.com.br/semanabiblio/?page_id=2

terça-feira, 18 de setembro de 2012

PARA SABER MAIS: BIBLIOTECA ESCOLAR

“Bibliotecas são instituições básicas de educação que antecedem, na verdade, às escolas”, disse o educador Anísio Teixeira

Texto informativo sobre a biblioteca escolar! Recomendo a leitura http://www.se.df.gov.br/?p=7490

CADASDTRO SISTEMA NACIONAL DE BIBLIOTECAS

É feito através do Sistema Nacional de Bibliotecas Publicas da fundação Biblioteca Nacional. O cadastro mapeia todas as bibliotecas do pais e é feito através do CNPI da mantenedora ou dos órgãos publicos. Se a biblioteca for comunitária pode ser pelo RG do responsável.

Quando cadastradas, as bibliotecas podem participar de programas de modernização e atualização de acervos coordenado pelo SNBP.

Essa página contém o link para o cadastro: http://www.bn.br/portal/?nu_pagina=128